The Nerve, é a primeira exposição individual no seu percurso artístico de David Leal. Reunindo um conjunto inédito de obras, a exposição convida o público a refletir sobre temas centrais na prática do artista: a interseção entre visão, crença religiosa e desejo, explorando a essência do que significa ver e acreditar, sobretudo num contexto contemporâneo marcado por imagens digitais, ilusões e realidades simuladas.
No núcleo da exposição destaca-se uma instalação imersiva onde uma incubadora pediátrica — símbolo de fragilidade, vida e renovação — acolhe uma bobina de tesla e estabelece ligação com um video em que um olho psicadélico transmite imagens enigmáticas do seu interior.
Em torno desta peça, surgem três esculturas inspiradas nos Ophanims, os anjos-roda que protegem o trono de Deus, descritos no Antigo Testamento por Ezequiel. Estas formas são reinterpretadas por David Leal através de exames oftalmológicos antigos, recuperados das ruínas de um hospital nas Caldas da Rainha, criando esculturas que remetem para um passado obsoleto e evocam questões de memória, transitoriedade e transcendência.
Combinando elementos da semiótica religiosa e da ciência médica, The Nerve explora a relação entre o olho humano e a procura da Humanidade pela verdade, propondo um olhar introspectivo sobre o poder das crenças e das ilusões, criando um ambiente que mistura ciência, fé e subjetividade, onde cada peça funciona simultaneamente como instrumento de investigação e resultado de uma experiência sensorial e emocional
No núcleo da exposição destaca-se uma instalação imersiva onde uma incubadora pediátrica — símbolo de fragilidade, vida e renovação — acolhe uma bobina de tesla e estabelece ligação com um video em que um olho psicadélico transmite imagens enigmáticas do seu interior.
Em torno desta peça, surgem três esculturas inspiradas nos Ophanims, os anjos-roda que protegem o trono de Deus, descritos no Antigo Testamento por Ezequiel. Estas formas são reinterpretadas por David Leal através de exames oftalmológicos antigos, recuperados das ruínas de um hospital nas Caldas da Rainha, criando esculturas que remetem para um passado obsoleto e evocam questões de memória, transitoriedade e transcendência.
Combinando elementos da semiótica religiosa e da ciência médica, The Nerve explora a relação entre o olho humano e a procura da Humanidade pela verdade, propondo um olhar introspectivo sobre o poder das crenças e das ilusões, criando um ambiente que mistura ciência, fé e subjetividade, onde cada peça funciona simultaneamente como instrumento de investigação e resultado de uma experiência sensorial e emocional
David Revés
DAVID LEAL (1993, Caldas da Rainha)
David Leal vive e trabalha entre Lisboa e Londres, dedicando-se sobretudo aos campos do vídeo e da escultura. A sua obra explora duas dimensões distintas, mas interligadas, da existência humana, onde a lógica e a razão se mostram insuficientes: a construção da sexualidade, mediada pelos sentidos e pela comunidade, e a complexa formação da crença, influenciada pela religião. Inspirado profundamente pelas suas experiências pessoais, o seu trabalho oferece uma visão única da vida, moldada pelos encontros com pessoas e ambientes variados. Estas experiências incluem pertencer a uma família que afirma ter testemunhado um milagre — o que suscita reflexões sobre a fé e a ilusão — e vivências profissionais em contextos tão diversos como lojas eróticas, festas de cruising, saunas gays, postos de gasolina e a ópera. Estes cenários alimentam uma reflexão profunda sobre questões de identidade, sexualidade e trabalho.
A sua prática aborda ainda os temas da visão, do olhar e da percepção. As suas obras exploram a estética do universo óptico e
David Leal vive e trabalha entre Lisboa e Londres, dedicando-se sobretudo aos campos do vídeo e da escultura. A sua obra explora duas dimensões distintas, mas interligadas, da existência humana, onde a lógica e a razão se mostram insuficientes: a construção da sexualidade, mediada pelos sentidos e pela comunidade, e a complexa formação da crença, influenciada pela religião. Inspirado profundamente pelas suas experiências pessoais, o seu trabalho oferece uma visão única da vida, moldada pelos encontros com pessoas e ambientes variados. Estas experiências incluem pertencer a uma família que afirma ter testemunhado um milagre — o que suscita reflexões sobre a fé e a ilusão — e vivências profissionais em contextos tão diversos como lojas eróticas, festas de cruising, saunas gays, postos de gasolina e a ópera. Estes cenários alimentam uma reflexão profunda sobre questões de identidade, sexualidade e trabalho.
A sua prática aborda ainda os temas da visão, do olhar e da percepção. As suas obras exploram a estética do universo óptico e
investigam como experiências emocionais intensas, como a fé e o êxtase, se refletem nos recantos mais íntimos do olhar. Com uma curiosidade quase encantatória, examina os intrincados mecanismos do olho e as formas misteriosas através das quais percebemos o mundo que nos rodeia.
O trabalho de David Leal tem sido apresentado tanto em Portugal como no Reino Unido, através de exposições colectivas e screenings em lugares e eventos como: Lismore Castle Arts (Lismore), Bermondsey Project Space (Londres), Carpintarias de São Lázaro (Lisboa), Ridley Road Project Space (Londres), DuplexAIR (Lisboa), South London Gallery (Londres), Firstsite Art Gallery (Colchester), Casa do Capitão (Lisboa), Tate Modern (Londres), Camberwell College of Arts (Londres), Queer Film Festival (Lisboa), entre outros. O seu trabalho foi já publicado pela Revista Brotéria, Pilot Press, Conversations Zine ou Electra Magazine.
David Leal tem uma licenciatura em Belas Artes pela Central Saint Martins, em Londres, e encontra-se neste momento a realizar o mestrado no Goldsmiths College, na mesma cidade.
O trabalho de David Leal tem sido apresentado tanto em Portugal como no Reino Unido, através de exposições colectivas e screenings em lugares e eventos como: Lismore Castle Arts (Lismore), Bermondsey Project Space (Londres), Carpintarias de São Lázaro (Lisboa), Ridley Road Project Space (Londres), DuplexAIR (Lisboa), South London Gallery (Londres), Firstsite Art Gallery (Colchester), Casa do Capitão (Lisboa), Tate Modern (Londres), Camberwell College of Arts (Londres), Queer Film Festival (Lisboa), entre outros. O seu trabalho foi já publicado pela Revista Brotéria, Pilot Press, Conversations Zine ou Electra Magazine.
David Leal tem uma licenciatura em Belas Artes pela Central Saint Martins, em Londres, e encontra-se neste momento a realizar o mestrado no Goldsmiths College, na mesma cidade.